Sarna humana é registrada em seis cidades do Sul de Minas; veja os cuidados
Poços de Caldas é o município mais recente a comunicar casos. Doença provoca coceira intensa e exige tratamento dos pacientes e atenção aos contatos próximos.
O Sul de Minas tem seis municípios com registros de sarna humana, também chamada de escabiose. Poços de Caldas passou a integrar a lista após confirmar oito diagnósticos no Centro de Educação Infantil Acalanto, na região central. Segundo reportagem da EPTV/g1, a Secretaria de Estado de Saúde classificou a situação como surto.
Além de Poços de Caldas, há registros em Alfenas, Andradas, Campos Gerais, Paraguaçu e Lavras. Parte das ocorrências envolve comunidades escolares, onde a convivência próxima pode favorecer a transmissão.
Casos registrados na região
Conforme o levantamento divulgado pela EPTV/g1 neste sábado (24), os números informados são:
- Alfenas: 331 registros;
- Andradas: 47 casos;
- Paraguaçu: 26 casos;
- Campos Gerais: pelo menos 14 casos, envolvendo dez crianças e quatro funcionários de escolas municipais;
- Poços de Caldas: oito diagnósticos;
- Lavras: três casos confirmados e outros cinco em investigação.
Em Alfenas e Andradas, houve suspensão de atividades em unidades de educação infantil como parte das ações de enfrentamento. Os números correspondem às informações disponíveis na publicação e podem ser atualizados pelas autoridades de saúde.
Como reconhecer a doença
A escabiose é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, que se instala na camada superficial da pele. O sintoma mais característico é a coceira intensa, geralmente mais forte à noite, acompanhada de pequenas lesões e irritação.
A transmissão acontece principalmente pelo contato direto e prolongado entre a pele de uma pessoa infestada e a de outra. O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama também pode transmitir o parasita, embora essa via seja menos comum na forma habitual da doença.
Em entrevista à Itatiaia, o dermatologista Paulo Macieira ressaltou que a escabiose não deve ser associada à falta de higiene: qualquer pessoa pode contrair a doença.
Tratamento e prevenção
Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar atendimento de saúde e evitar a automedicação. O tratamento pode envolver produtos aplicados na pele ou medicamentos por via oral, conforme avaliação profissional.
O cuidado também deve alcançar as pessoas que convivem com o paciente. Contatos domiciliares podem precisar de tratamento mesmo sem sintomas, para interromper a transmissão e evitar reinfestações. Roupas, toalhas e roupas de cama devem ser higienizadas conforme as orientações da equipe de saúde.
Fontes: EPTV/g1 Sul de Minas, em reportagem de 24 de outubro de 2026; Itatiaia, em reportagem de 19 de outubro de 2026; e Organização Mundial da Saúde, para informações sobre a doença.
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